A “palmada” na educação III.
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Surpreendente é a posição extremista de alguns representantes de “seitas” que, debitando inanidades, teimam em ignorar os direitos e liberdades dos jovens em nome de uma “ideia abstrata” que degrada as suas mentes tornando-os resistentes – senão mesmo, imunes –, à verdade e à razão.
Educar não é doutrinar. Educar é promover a verdade através do saber e da razão. Vedar o acesso a certos factos para melhor manipular opiniões não é educar, é doutrinar. Doutrinar é fomentar conveniências de forma conveniente, é regredir. Acreditar na validade de conceitos e preconceitos da idade média para uma educação nos dias de hoje é o mesmo que promover a regressão a uma nova época de obscurantismo. Alguns iluminados, adeptos da ditadura da conveniência, alegam em sua defesa que “a punição física quando feita de forma carinhosa é uma forma válida na educação dos filhos”. Este tipo de atoardas significa o quê? O que é isso de “punição física feita de forma carinhosa”? “Punição física” é um ato de violência, é dor. “Carinho” é o oposto, não tem nada a ver. Será que este tipo de contradição é o resultado de alguma limitação cognitiva? Ou será conveniência religiosa em todo o seu esplendor? Outros iluminados alegam que “corrigir o filho com punição física branda é algo recomendado pela própria Bíblia Sagrada”. Este tipo de alegações deixa claro que os textos que constituem o “manual de intenções” ultrapassaram o prazo de validade. A educação e formação da idade média, ministrados com violência religiosa, serviram gente limitada no tempo e no espaço daquela época, hoje o proselitismo religioso é feito no aconchego do lar via Internet. Os mais radicais – senão mesmo, fundamentalistas –, justificam os seus ideais citando “Provérbios”, especificamente 23:13,14. Acreditar que a educação deve ser feita por imposição de ideias a golpes de “vara” é uma cobardia assumida por aqueles que, devido ao seu próprio “vácuo intelectual” – que germina num terreno de ignorância e de falta de mentalidade racional –, teimam em ignorar a existência de um abismo entre a aparência e a realidade. Traduzindo à letra, ou de forma literal, a sugestão de educar à força de vergastadas é uma forma carinhosa de mostrar toda a benevolência de um “ser superior” que promove genocídios, exige o assassínio dos filhos à mão dos próprios pais e ordena ao apedrejamento até à morte de quem duvide da sua existência (Deuteronómio 13:6,10.). É claro que estas exigências são manifestações do amor que nutre pelos humanos. Efetivamente, a humanidade encontra-se cercada pelos exércitos do contra senso |
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