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Após a dúvida

“A dúvida é o princípio da sabedoria.” Aristóteles É comum a todo o jovem, durante a sua formação a caminho da maturidade, ser confrontado com algumas dúvidas sobre ideias feitas ou modelos estereotipados que o levam a questionar sobre as razões de determinados preconceitos, que quando abordados são susceptíveis de gerarem anticorpos. Quando percebi que os dogmas eram criados para não serem questionados, compreendi que acreditar em superstições e divindades é uma questão de fé e não de razão. Ter fé, ou vontade de acreditar, em determinada crença é um direito que assiste a todo o humano – o que até nem incomoda –, apesar de lamentar que os crentes vivam com a mente acorrentada pelo medo de punição em outro mundo. O que incomoda é ignorar-se a existência de um abismo entre a seriedade e a frivolidade, e justificar a crença através da imposição de mitos como verdades absolutas. Esta realidade é uma hipótese assente em argumentos tão cretinos que nem sequer está errada, simplesmen...

Concepções

Ao responder ao “comentário” do João alonguei-me na escrita e perante o tamanho do texto optei por transformá-lo num “post”, que não deixa de ser na mesma a resposta a um argumento. Numa altura em que a ciência cada vez mais tem empurrado “deus” para o desconhecido – a nossa última fronteira –, tem-se sentido a presença de uma campanha de responsabilização do “ateísmo” pelos males da humanidade e intimidação dos “não crentes”, equiparando-os á imagem negativa de “seguidismo e dependência” criada pelos “crentes” ao longo dos séculos. Richard Dawkins é um cientista e académico conceituado e considerado pelos seus pares, com uma facilidade impressionante de transformar em texto conjuntos de ideias tendentes a contrariar e desmistificar “aquilo” que considera ser ilusão ou superstição. Estes textos, obras literárias, que ao contrário de outras que são consideradas de “culto espiritual”, pretendem apenas informar e desmistificar as contradições existentes entre o racionalismo científico –...

Simbologia

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É óbvio e por demais evidente que a “cruz” é – senão o mais importante –, o principal símbolo da religião cristã. Para outros apenas mera simbologia. Independentemente de ser um ícone “adorado” por muitos, não deixa de estar associado a castigo, dor, sofrimento, morte…Basta procurarmos pelo significado de “ crucificação ” e ficamos a saber que a “cruz” é o principal instrumento de castigo, tortura e morte usado pelos romanos sobre os escravos e condenados… anterior á condenação e morte do “Cristo” da fé cristã… Como instrumento de punição tortura e morte, será igualmente um símbolo da aniquilação do corpo. E uma ideologia que não valoriza o corpo, não pode respeitar a vida humana, esta vida que possuímos… Claro que a crença da vida depois da morte é uma opção válida como qualquer outra. Vem isto a propósito de um “ comentário ” que fiz e do qual " alguém ", legitimamente discordou… Como tal resolvi esclarecer o meu ponto de vista, porque na maioria das vezes basta saber que “...

Opção ou conveniência?

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Um blog poderá – no mínimo –, servir para desabafarmos ou servir mesmo para coisa nenhuma. Escrevermos num blog será uma oportunidade de expressarmos a nossa opinião sobre determinado assunto, de manifestarmos o nosso apoio a determinada causa ou até mesmo exteriorizarmos as nossas angústias, receios e dúvidas. Publicarmos as nossas opiniões num blog leva-nos algumas vezes ao “confronto” de ideias por parte de estranhos, cujos ideais se sintam beliscados pelo que foi escrito ou simplesmente por discordarem. É neste “esgrimir” de argumentos – com todos aqueles que fazem uso dos “comentários” –, que conseguimos perceber que num universo de opiniões, as nossas serão apenas… meras opiniões. Existe também a possibilidade de interditarmos os comentários ao que consideramos ser a “verdade absoluta”, divinamente protegida por qualquer dogma da infalibilidade, ou então por não estarmos seguros daquilo que tentamos transmitir. Inviabilizar os comentários – que será certamente uma opção válida co...

Cristianizações

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Quando nos encontramos condicionados á partida, por simpatias, convicções ou superstições, dificilmente permitimos a argumentação livre, isenta de mitos, fanatismos e preconceitos, ignoramos mesmo o racionalismo isento e tolerante. Questionar o que seria a Europa se não tivesse sido “cristianizada”, será enveredar por um autismo arrogante e leviano, de quem padece de anorexia mental. Este tipo de questões preconceituosas e perversas permite, não só a argumentação limitada e restrita sobre cenários hipotéticos ou especulativos, bem como, a intimidação através da insinuação. Apesar da manipulação dos factos, acreditar neste tipo de questões seria uma piada de proporções cósmicas, se não tivesse sido tão trágico. “A história é escrita pelos vitoriosos, á sua maneira.” [Prof. Elaine Pagels] Segundo a história, – e para os “cristãos” que reivindicam o monopólio da ética –, as épocas de maior fervor religioso coincidem com as de menor progresso da humanidade, numa prova clara e inequívoca d...

Visionários

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Caro Cipriano Considerando o conteúdo do seu texto como pura retórica – falou, falou, mas não disse nada –, destacarei apenas três pontos que considerarei essenciais, e que terão relacionado a sua “crendice” àquilo que Thomas More tão bem definiu no seu livro, “Utopia”. Além de absurdos e ultrapassados, os seus argumentos serão difíceis de aceitar para quem não seja condicionado á partida. A velha táctica de direccionar a conversa para outro contexto, evitando argumentar ou justificar, só revela a ausência e a debilidade de argumentos, o desespero duma crença fustigada por factos inconvenientes. Caro Cipriano, informar é dever de quem não teme confundir a arma do cobarde e ocultar a arma do poder. Hoje, o conhecimento da história está ao alcance de muitos e a mentira sobre factos é mais fácil de rebater do que o embuste sobre “Deus”. 1] Ao sugerir indelicadeza por invasão de propriedade alheia, a razão será discutível – não afirmo que não a tenha –, devido ao desconhecimento – de que a...

Que Deus?

Verdade "verdadeira"

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“Bem aventurados os pobres de espírito, pois deles será o reino dos céus.” Terá sido este, o meu comentário a um conceito sobre a nova “verdade” (verdadeira), no mínimo abominável. Pior do que a ignorância, será teimar em privilegiar essa mesma ignorância que persiste cegamente em olhar a fé, fechando os olhos á razão. A negação adoptada perante novos factos, faz lembrar claramente, a mesma forma de negação adoptada pela igreja sobre a posição da terra no universo e respectiva forma. Galileu Galilei e Giordano Bruno terão vivido – na intimidade –, essa “verdade” (verdadeira) … prova da imbecilidade humana. Ao professar esse tipo de idolatria – a “verdade” suportada por dogmas (inquestionáveis e convenientes) –, de forma tão explícita, elimina qualquer dúvida – se é que existissem –, de que a irracionalidade religiosa tem muitas vezes colocado obstáculos para o melhoramento da humanidade e que acreditar “… que por vezes é desígnio de Deus sacrificar os inocentes para testar os fieis…”,...

Carta a um desconhecido

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Caro Cipriano Permita-me a teimosia de tratá-lo por “caro”, mas por uma questão de educação – e filosofia de vida –, não poderei considerá-lo “inimigo”, apenas pela divergência de ideologias, ideias ou ideais. Mesmo que não partilhe da opinião de que a fé não pode á força impor-se á razão, ou que use um qualquer nome… Acreditar em Sócrates, quando defende a importância do reconhecimento da ignorância e do diálogo como forma de alcançar a verdade, leva-me a considerar muito seriamente o pensamento de Emmanuel Kant: “Se não tivermos a certeza absoluta de algo, então tenhamos a coragem suficiente para duvidar desse algo.” Não sendo crente, considero a religião como uma tentativa de impormos a nossa visão sobre Deus a outra pessoa, e jamais aceitaria as contradições de uma ideologia suportada por “dogmas” que me obrigariam a confessar que sendo “Deus” perfeitamente bom, teria ainda assim criado um mundo que inclui dor, injustiça, fome e morte. Provavelmente Deus quisesse que em lugar da a...

Conveniências

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Mais do que um comentário, o “Túmulo Perdido de Jesus” será – para os cristãos –, a negação do elemento fundamental da fé cristã: o ressuscitar de Cristo. Obviamente incomodados, alguns crentes menos tolerantes teimam em atribuir responsabilidades a tudo e a todos, enquanto outros, com alguma ironia tentam estabelecer alguma ligação ou relação com o romance de Dan Brown, “O Código DaVinci”. S. Paulo teria proclamado que se Cristo não ressuscitou, é vã a fé dos cristão… mas é evidente que a ressurreição nada tem a ver com a reanimação do cadáver, mas sim com uma afirmação de fé. Bento XVI terá afirmado recentemente que “… o fosso entre o Jesus da história e o Cristo da fé cresce cada vez mais…”, o que permite uma interpretação liberal em vez da aceitação cega de um dogma. É conveniente desmistificar e não interpretar de forma literal o “acto”, muito menos teimar na sua autenticidade de forma a desacreditar outras teorias ou linhas de pensamento propostas. Partindo do princípio de que nã...

Limites...

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Em 1998, os testes de carbono provaram a todos, excepto a um punhado de crentes desesperados, que o Sudário de Turim – que á muito se julgava ter sido miraculosamente impresso com a imagem de Jesus no momento da sua morte - não era mais que uma fraude, um artefacto forjado á cerca de 500 anos… ao que tudo indica, por esse atormentado génio da Itália renascentista, que dá pelo nome de Leonardo daVinci (1452-1519). [… e por favor, poupem-me aos pormenores… estão publicado] Apesar de tudo, ele continua “exposto”, alvo de autênticas romarias por parte dos crentes… não por qualquer tipo de “fanatismo”, mas apenas por “ignorância”… (provocada pela falta de informação, ocultação e/ou manipulação da verdade). Vem isto a propósito das razões que me levaram a “dar vida” a este blog… a “desinformação” de alguns “registos” repletos de “crendices”… Pretendia contribuir para um esgrimir de argumentos, perante situações mais controversas ou mesmo contraditórias de modo a proporcionar o conhecimento h...

... mais quês e porquês...

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Ao contrário do que possa parecer… e apesar de considerar Jesus como um profeta de inspiração divina, mas não intrinsecamente divino… continuo a acreditar que para alem das “tretas” teológicas e do “folclore” religioso, existem ainda retalhos de verdade em que se deve acreditar… mesmo tendo em conta que como seres finitos que somos, nunca compreenderemos mais do que uma pequena parte do infinito. Com todas as igrejas que existem no mundo e as suas múltiplas crenças, considero ser uma prepotência cada um pensar que detém a verdade, e que o resto deve ir para o inferno… Mesmo “acreditando” que cada religião é uma porta que nos conduz a Deus… lamento que a noção que se tenha de Deus, esteja de tal maneira corrompida e adulterada pelas conveniências da religião organizada, que a sua existência pareça rodeada de suspeita. A história da religião (doa a quem doer) estará alicerçada em “manipulações” da verdade e terá sido escrita – bastas vezes –, sob o toque aguçado da espada… por uma burocr...

...Quês e Porquês...

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Longe vão os tempos em que seria necessário “ofender” a Igreja para sermos adjectivados – pejorativamente –, de “ateus” ou “hereges”. Hoje, perante um declarado fundamentalismo, bastará relatarmos ou transcrevermos factos históricos – corroborados inclusive pela própria Igreja –, e somos logo confrontados, á semelhança de outros tempos, por um batalhão “inquisitório”, que provavelmente não decretará nova “cruzada” contra o infiel, apenas por falta de “quórum”… pois de acordo com as origens da Sta. Inquisição, a supressão da verdade, será considerada uma virtude para a aplicação da ortodoxia da Igreja. Sem ter percebido ainda a razão pela qual temem a divulgação destes factos – públicos e publicados –, continuo a entender que […informar é dever de quem não teme, confundir a arma do covarde e ocultar a arma do poder…] e que as responsabilidades deverão ser assumidas… sejam elas boas ou más… Ao contrário de algumas vozes criticas, incapazes de proceder á distinção entre “dogmas teológicos...

"Considerandos"

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Mais preocupante do que alguns “considerandos” dedicados a esta página e ao seu autor será, a confusão gerada por algumas interpretações deficientes do conteúdo dos meus textos… (quiçá por conveniência). Ao contrário do que possa parecer, nunca foi minha intenção atacar quem quer que seja… apenas considero – depois da leitura de algumas publicações já editadas –, que o que é dado a conhecer não será propriamente “rectilíneo” … e considerando que devemos conhecer sempre os dois lados de uma questão, de modo a podermos decidir – em consciência –, qual deles nos convém… (deveremos saber distinguir entre o frio e o quente) … para poder decidir qual a escolha mais conveniente. Curioso será o facto de que alguns defensores da “verdade divina” se prestem a contestar os meus argumentos (impregnados de perversidade), sem conseguirem a isenção necessária para os “rebaterem”… Lamentável será, fazerem algum trabalho de pesquisa nas “sebentas” adquiridas na “Instituição”, e adoptarem posturas de co...

Carta a Sandra Dantas

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Sandra Tendo em conta que a impetuosidade tenha-te traído e tenha sido responsável por essa agressividade fundamentalista, acredito que te sintas “intimamente violentada” pelos pormenores contraditórios dos valores em que sempre acreditaste. Desmistificar, não será propriamente atribuir responsabilidades… pois em momento algum proferi qualquer tipo de ataque contra a Igreja, nem sequer qualquer acusação… o que eu apresentei foram “constatações”, factos reais que tiveram lugar, parte integrante e comprovada da história da religião… […informar é dever de quem não teme, confundir a arma do covarde e ocultar a arma do poder…] Consciente de que te baseias em fontes credíveis, fontes da própria Igreja –, pouco ou nada isentos, (literalmente) … a diferença entre as nossas interpretações estará, não só na forma isenta como diferenciamos “doutrina” e “história”… mas também na postura adoptada. […não permitir que a “fé se sobreponha á razão”…] A “doutrina” poderás interpretá-la ou entendê-la com...

Pontos de vista...

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Estas linhas serão dedicadas a alguém, que após leitura dos meus “posts” tentou justificar de algum modo – e com todo o direito –, aquilo que era afirmado. Religião, além de ser a tentativa de impormos a nossa visão sobre Deus a outra pessoa, será mais do que ler os Quatros Evangelhos ou interpretá-los segundo certos “dogmas” teológicos criados pela Igreja… assim como, para sabermos a diferença entre o “doce” e o “amargo” deveremos “ter conhecimento” de ambos … deveremos também neste caso especifico, conhecer “o outro lado”, com isenção e coerência… tentar saber por exemplo, porque razão surgiu a “teoria” de que o Quarto Evangelho que é atribuído a João… terá sido escrito sim, por Lázaro… Com o devido respeito, permita-me considerar o texto como “erudito”, recheado de conhecimento, adornado, mas acima de tudo demasiado retórico. Por outras palavras e fazendo uso do” trejeito popular”… falou, falou, mas não disse nada. Ou se assim o preferir, divagou pelas “teorias” sem focalizar o “sub...

... ainda Pormenores...

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No seguimento do post anterior e falando ainda sobre os relatos da vida de Jesus, os “Evangelhos levam-nos a acreditar que será uma “obra”, senão inspirada por Deus… pelo menos definitiva… (???) […mesmo que não se aceite a verdade literal ou histórica destes acontecimentos, basta geralmente aceitar o seu significado simbólico para se poder ser considerado cristão…] No que diz respeito á tradição popular, a origem e nascimento de Jesus são bem conhecidos embora os evangelhos sejam vagos em relação a isso. Na realidade, apenas dois dos Evangelhos – Mateus e Lucas –, dizem alguma coisa sobre o assunto e estarão flagrantemente em desacordo um com o outro. Segundo Mateus… Jesus era um aristocrata, senão mesmo um rei legítimo – descendente de David através de Salomão… Segundo Lucas… a família de Jesus, embora descendente da casa de David, era de uma estirpe menos elevada… As discrepâncias entre os Evangelhos não se limitam á questão dos ancestrais e da genealogia de Jesus… Segundo Lucas… Jes...

Pormenores...

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Fala-se do “ Cristianismo ” como se fosse uma coisa única e especifica… uma entidade coerente, homogénea e unificada. Analisando os vários tipos de crenças – desde as mais dogmáticas e conservadoras ás mais radicais e arrebatadas –, é difícil determinar exactamente em que consiste o “Cristianismo”. O factor único que une os credos cristãos, de interpretações diversas e divergentes será o " Novo Testamento ". Será o factor que nos permitirá falar em “Cristianismo”, em particular pelo estatuto único atribuído a Jesus , á sua Crucificação e Ressurreição. […segundo diversos prelados, académicos e teólogos a interpretação literal da doutrina da ressurreição terá a ver com a atracção psicológica que ela exerce sobre os nossos receios mais profundos… justificando a sua desmistificação através de interpretações simbólicas…] Os relatos sobre Jesus, conhecidos como os Quatro Evangelhos (os canónicos), são popularmente encarados como os mais autorizados, e para muitos cristãos são aceit...

Pergaminhos

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Quantas vezes somos abordadas por alegados “discípulos” da palavra do “Senhor”… Tudo se resume apenas a um “está na Bíblia”… e á certeza da veracidade em relação á “doutrina” de eleição… A Bíblia é para os cristãos, se não uma “obra” de Deus, pelo menos terá sido inspirada por Ele… Somos levados a acreditar que, independentemente da interpretação, a grande maioria dos crentes, refugia-se nos seus textos em busca de uma saída para uma suposta heresia… sem imaginarem sequer a proveniência dos seus textos… que teimam em “citar. Em 367 d.C., o Bispo Atanásio de Alexandria compilou uma lista de obras a serem incluídas no Novo Testamento. Esta lista foi ratificada pelo Sínodo da Igreja em Hippo, em 393, e novamente pelo Sínodo de Cartago, quatro anos mais tarde. Foi nestes sínodos, que um conclave de eclesiásticos decidiu “infalivelmente”, que certas obras reunidas deveriam formar o Novo Testamento – tal como o conhecemos hoje –, enquanto outras, soberbamente ignoradas teriam uma pretensão p...

Religiosidades...

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Falar de religião – mesmo na Internet –, não será assim tão fácil e linear quanto possa parecer a menos que, optemos por citar passagens "das Escrituras", ou narremos ditos e histórias de “bem”… condimentadas com algumas referências ao divino. Sendo que considero a definição de “religião”, como uma tentativa de impormos a nossa visão sobre Deus a outra pessoa, acredito que tudo em que possamos acreditar, será superior ao conteúdo selectivo de apenas “Quatro Evangelhos”… [Canónicos] … ou a muito mais do que uma escolha: “Canónicos/Apócrifos” Para quem nasce com a religião praticamente á cabeceira, será difícil acreditar mais tarde nos “remendos” existentes – mesmo que publicados por académicos respeitados e eruditos, autênticos “conhecedores” da religião –, que possam ser denunciados através da análise de documentos “perdidos”… posteriormente reconhecidos e autenticados. A posição da igreja pouco receptiva a “novidades” não ajuda em nada, o que limita os crentes ás fronteiras ...